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Como diminuímos nossa bounce rate em 67,55%

Quando publicamos o artigo mostrando as novidades da nova versão do blog, o dpw2019, no fim do ano passado, algo, digamos, incomum começou a acontecer: a Taxa de Rejeição (a famosa bounce rate) das páginas do blog explodiu!

Antes de inaugurar a nova versão, a taxa de rejeição ficava em uns 15-20%; depois, algo em torno de 90%. Não erramos ao digitar: é noventa por cento, mesmo.

Nossa primeira reação foi pensar: “Nossos leitores e visitantes detestaram o novo layout”! No dia seguinte ao lançamento da nova versão, a bounce rate subiu absurdamente; provavelmente, você também teria pensado o mesmo.

Imediatamente após o susto inicial, estávamos mais tranquilos (embora não menos decepcionados), e decidimos deixar a nova versão do dpw maturando. Vai que era uma questão de o público se acostumar ou algo assim… Ainda mais que era fim de ano, um período de acessos atípico e tudo mais.

Se fosse o caso, bastaria deixar o site rodando normalmente e, com o tempo, a bounce rate tenderia a chegar aos patamares pré-lançamento da nova versão, certo? E se você acha que o caso não era tão grave, dá uma olhada no gráfico da rejeição:

Bounce rate aumentou muito e não sabíamos o motivo...

Bounce rate do sete-peles.

Ficamos 1 mês desviando o olho da bounce rate quando olhávamos o Analytics…

Antes de continuar para saber como continua a história, neste ponto, depois de 1 mês maturando a nova versão, o que você acha que aconteceu?

  1. A bounce rate voltou ao normal
  2. A bounce rate continuou ruim como estava
  3. A bounce rate piorou ainda mais

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Acertou se você acha que foi o “2”, a “A bounce rate continuou ruim como estava”. Deixamos o blog rodando normalmente e, mesmo com as melhorias de performance, infra e vários outros aspectos, aquele elefante branco na sala, a taxa de rejeição, não queria diminuir.

Mudanças visuais, UX e navegação

Neste ponto, tínhamos 2 possibilidades: continuar amargando essa métrica medonha da nova versão ou tentar descobrir o que estava causando esse aumento da taxa.

O número de visitantes e sessões permanecia o mesmo (aumentava, inclusive), então algo que não estávamos identificando estava acontecendo.

Então resolvemos promover uma série de mudanças visuais e prover mais elementos de navegação.

Para começar, desfizemos o hero mais estilizado da nova versão. Antes aquele grande imagem que vem no início de cada artigo ficava no formato de nosso logo, em forma de “dpw”. Pensamos que isso poderia estar causando estranheza e afastando visitantes. Voltamos com este que você pode ver hoje, mais “tradicional”.

Acrescentamos mais elementos de navegação e facilitamos visualmente outros que já existiam. Por exemplo, no final de cada página há a listagem completa de links de todos os assuntos que tratamos no blog. Você pode clicar no assunto do interesse e ver todos os artigos relacionados.

Depois que implementamos essas mudanças visuais, de UX e navegação, o que você acha que aconteceu com a bounce rate?

  1. Voltou ao normal
  2. Continuou ruim como estava
  3. Piorou ainda mais

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Se você escolheu “2” e acha que, mesmo após essas alterações visuais, de navegação e UX, a bounce rate continuou nos mesmos patamares… Você acertou. Mesmo depois de fazer tudo isso, a danada da taxa de rejeição continuou igual!

RTFM

Com o desespero batendo à porta, amargando meses de bounce rate na estratosfera, só nos restava uma coisa: RTFM.

Encurtando essa parte da história, começamos a rever diversos tutoriais sobre SEO e Analytics, assistir a vídeos etc., revisando muito do que já tínhamos entendido sobre o assunto. Ou pensávamos que tínhamos entendido…

Quer saber onde encontramos a resposta final, que nos levou ao entendimento da coisa e à implementação que salvou nossa pele?

Na po*** do manual! (omitimos o palavrão, então o blog continua sendo de família)

Antes de continuar a ler e saber o fim da história, entra aqui nesse link da documentação oficial da própria Google sobre Taxa de Rejeição e dá uma lida em tudo. Com atenção!

Vai lá, a gente espera:
https://support.google.com/analytics/answer/1009409?hl=pt-BR

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Bem, então é isso… A resposta está no manual. Agora você entendeu o que aconteceu e de que maneira a coisa foi resolvida. Até o próximo artigo, pessoal!

Brincadeirinha.